Mundo
EUA impõem restrições temporárias de viagem para conter surto de Ébola
Um dia depois de a Organização Mundial de Saúde ter declarado os surtos de ébola como Emergência de Saúde Pública a nível internacional, os Estados Unidos decidiram impor algumas medidas para conter a propagação, como a suspensão da entrada de alguns viajantes durante 30 dias.
Tem aumentado a preocupação internacional com os surtos na República Democrática do Congo e no Uganda e, embora o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA tenha avisado a população de que o risco imediato de disseminação é mínimo, invocou o Título 42 – uma lei de saúde pública que restringe a entrada nos EUA durante surtos de doenças transmissíveis – por pelo menos 30 dias a partir desta segunda-feira.
As autoridades norte-americanas decidiram, por isso, reforçar as medidas de precaução para prevenir a propagação da febre hemorrágica do Ébola. Será suspensa a entrada nos Estados Unidos de alguns viajantes durante 30 dias, assim como o serviço de vistos e quem chegar vindo de regiões afetadas terá de realizar exames médicos.
Estas medidas, anunciadas pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, surgem numa altura em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional. Acredita-se que mais de 90 mortes estejam associadas ao surto em curso.
Os CDC emitiram então uma ordem que suspende temporariamente a entrada de viajantes que partiram ou estiveram presentes na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias, independentemente do país de origem. As medidas não se aplicam a cidadãos americanos, nacionais americanos, residentes permanentes legais, membros das Forças Armadas dos EUA, funcionários do Governo no estrangeiro, seus cônjuges e filhos, de acordo com a ordem, que tem uma validade de 30 dias.
"O risco de introdução do vírus Bundibugyo (Ébola) nos Estados Unidos é elevado pelo período de incubação do vírus, que pode chegar aos 21 dias, permitindo que os indivíduos infetados viajem internacionalmente enquanto assintomáticos e, portanto, com pouca probabilidade de serem detetados através de medidas de rastreio de rotina baseadas em sintomas", clarifica em comunicado o CDC.
As autoridades vão ainda examinar e monitorizar os viajantes que chegam de áreas afetadas por surtos de Ébola na região e intensificar o rastreio de contactos, a capacidade de testes laboratoriais e a prontidão hospitalar em todo o país. Além disso, pretendem coordenar ações com companhias aéreas e autoridades portuárias para identificar e gerir os viajantes que possam ter sido expostos ao vírus.
"Neste momento, o CDC avalia o risco imediato para o público em geral dos EUA como baixo, mas continuaremos a avaliar a evolução da situação e poderemos ajustar as medidas de saúde pública à medida que novas informações se tornem disponíveis", afirmou.
O Título 42 está em vigor desde 1944, mas só foi utilizado duas vezes na era moderna. A primeira vez foi de março de 2020 a maio de 2023, durante a pandemia de Covid-19. A decisão desta segunda-feira relativa ao ébola marca a segunda utilização.
O surto mais recente está ser causado pela estirpe Bundibugyo, um dos vários vírus que podem causar a doença de ébola, de acordo com a OMS. A emergência de saúde deve-se ao facto de, atualmente, não existirem tratamentos ou vacinas aprovados especificamente para este vírus Bundibugyo.
Os sintomas do Ébola incluem febre, dores musculares, erupções cutâneas e, às vezes, sangramento. O vírus é transmitido por contacto direto com fluidos corporais, incluindo o manuseamento de materiais contaminados ou de alguém que morreu em decorrência da doença
As autoridades norte-americanas decidiram, por isso, reforçar as medidas de precaução para prevenir a propagação da febre hemorrágica do Ébola. Será suspensa a entrada nos Estados Unidos de alguns viajantes durante 30 dias, assim como o serviço de vistos e quem chegar vindo de regiões afetadas terá de realizar exames médicos.
Estas medidas, anunciadas pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, surgem numa altura em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional. Acredita-se que mais de 90 mortes estejam associadas ao surto em curso.
Os CDC emitiram então uma ordem que suspende temporariamente a entrada de viajantes que partiram ou estiveram presentes na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias, independentemente do país de origem. As medidas não se aplicam a cidadãos americanos, nacionais americanos, residentes permanentes legais, membros das Forças Armadas dos EUA, funcionários do Governo no estrangeiro, seus cônjuges e filhos, de acordo com a ordem, que tem uma validade de 30 dias.
"O risco de introdução do vírus Bundibugyo (Ébola) nos Estados Unidos é elevado pelo período de incubação do vírus, que pode chegar aos 21 dias, permitindo que os indivíduos infetados viajem internacionalmente enquanto assintomáticos e, portanto, com pouca probabilidade de serem detetados através de medidas de rastreio de rotina baseadas em sintomas", clarifica em comunicado o CDC.
As autoridades vão ainda examinar e monitorizar os viajantes que chegam de áreas afetadas por surtos de Ébola na região e intensificar o rastreio de contactos, a capacidade de testes laboratoriais e a prontidão hospitalar em todo o país. Além disso, pretendem coordenar ações com companhias aéreas e autoridades portuárias para identificar e gerir os viajantes que possam ter sido expostos ao vírus.
"Neste momento, o CDC avalia o risco imediato para o público em geral dos EUA como baixo, mas continuaremos a avaliar a evolução da situação e poderemos ajustar as medidas de saúde pública à medida que novas informações se tornem disponíveis", afirmou.
O Título 42 está em vigor desde 1944, mas só foi utilizado duas vezes na era moderna. A primeira vez foi de março de 2020 a maio de 2023, durante a pandemia de Covid-19. A decisão desta segunda-feira relativa ao ébola marca a segunda utilização.
O surto mais recente está ser causado pela estirpe Bundibugyo, um dos vários vírus que podem causar a doença de ébola, de acordo com a OMS. A emergência de saúde deve-se ao facto de, atualmente, não existirem tratamentos ou vacinas aprovados especificamente para este vírus Bundibugyo.
Os sintomas do Ébola incluem febre, dores musculares, erupções cutâneas e, às vezes, sangramento. O vírus é transmitido por contacto direto com fluidos corporais, incluindo o manuseamento de materiais contaminados ou de alguém que morreu em decorrência da doença
A taxa de mortalidade associada a esta estirpe é de entre 25 e 40 por cento, de acordo com a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).
Médico norte-americano entre os mais recentes casos
Um cidadão norte-americano contraiu o vírus ébola "no âmbito do seu trabalho na República Democrática do Congo", anunciou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a principal agência sanitária norte-americana.
O indivíduo "desenvolveu sintomas durante o fim de semana e testou positivo no final de domingo", estando atualmente a ser preparada a sua transferência para a Alemanha, onde será tratado, declarou Satish Pillai, responsável pela gestão do ébola no CDC.
À agência noticiosa Associated Press (AP), o médico Jean-Jacques Muyembe, diretor médico do Instituto Nacional Congolês de Investigação Biomédica, confirmou que o seu colega norte-americano está entre os casos registados em Bunia, capital da província de Ituri.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no domingo o surto uma emergência de saúde pública de alcance internacional. Até hoje tinham sido registados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na RDCongo, além de duas mortes no vizinho Uganda.
Especialistas em saúde e funcionários humanitários afirmam que a estirpe Bundibugyo circulou sem ser detetada durante pelo menos algumas semanas.
Um cidadão norte-americano contraiu o vírus ébola "no âmbito do seu trabalho na República Democrática do Congo", anunciou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a principal agência sanitária norte-americana.
O indivíduo "desenvolveu sintomas durante o fim de semana e testou positivo no final de domingo", estando atualmente a ser preparada a sua transferência para a Alemanha, onde será tratado, declarou Satish Pillai, responsável pela gestão do ébola no CDC.
À agência noticiosa Associated Press (AP), o médico Jean-Jacques Muyembe, diretor médico do Instituto Nacional Congolês de Investigação Biomédica, confirmou que o seu colega norte-americano está entre os casos registados em Bunia, capital da província de Ituri.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no domingo o surto uma emergência de saúde pública de alcance internacional. Até hoje tinham sido registados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na RDCongo, além de duas mortes no vizinho Uganda.
Especialistas em saúde e funcionários humanitários afirmam que a estirpe Bundibugyo circulou sem ser detetada durante pelo menos algumas semanas.
c/ agências